O OBSERVADOR – O PODER DO EU- Ricardo Jaalouk

“Por mais tortuosos e sofridos que possam ser, todos os caminhos levam ao centro. O caminho de cada um é único, não existe nenhum outro igual.”
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É muito sutil, porém acentuada, a diferença entre pensar e observar: o pensador se cansa, o observador descansa. O pensador está em atrito com os elementos, o observador está em paz com os pensamentos, por não se identificar, ele apenas observa.
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Como um espectador, sem se envolver com o movimento de sua mente, o observador calmo e tranquilo observa seus próprios pensamentos. Com muita sutileza, você pode perceber que os pensamentos estão de um lado e você está do outro, ou seja, os pensamentos  estão do lado de fora de você, e você, o observador, esta sempre do lado de dentro. Enquanto o pensador está identificado com um só pensamento, com uma só parte, distraído com determinados aspectos e tendências da mente, alienado de todo o resto, o observador esta livre dos aspectos e tendências da mente, livre das partes, integrado no todo. A prática do observador não se restringe somente a alguns minutos de meditação em ambiente silencioso, pelo contrário, deve se dar em todos os momentos de nossa vida. 

Se procurarmos interferir, expulsar os pensamentos, rejeitar esse sentimento ou aquela emoção, estaremos dando maior força à atividade mental. É a lei da ação e reação: uma força gerando uma força contrária. Quando passamos a observar, suave, calma e tranquilamente, seja qual for o pensamento, simplesmente observando, deixando ele vir, o que ocorre?  Eu não me envolvo, escolho não me envolver com esse pensamento, ou essa emoção, e ela deixa de ter força! O observador não se envolve com o objeto observado.

Existe uma distância entre o objeto e o observador.

Normalmente não observamos nada, nós estamos distraídos com o objeto, estamos envolvidos e identificados com o movimento da mente.

Este é o estado em que nos encontramos o tempo inteiro: envolvidos. Agora estamos alegres; daqui pouco tristes, mais tarde animados, depois desanimados, eufóricos,deprimidos.. A cada momento mudando,  identificados com um determinado aspecto e tendencia da mente.

O observador está fora de tudo isso. Ele observa! 

Se ele esta triste, pensa: Eu sei que estou triste, eu observo que estou triste, e,  à medida que ele observa, deixa de “ser” a tristeza, e surge a consciência.

O observador passa a não fazer mais parte desse movimento maluco que é a nossa mente.Tem consciência de todas as ações, sem se envolver com nenhuma delas.

Se compreendermos que somos criadores e merecedores de tudo o que acontece conosco a cada instante, passaremos a estar em harmonia com a vida e mais conscientes de tudo o que ela tem a nos oferecer.

O observador alcança a paz, pois a observação, como já foi dito, elimina a resistência e o atrito, a paz é ausência de atrito.

“Sábio é aquele que busca o seu próprio centro.”

“Aquele que se encontra no centro de si mesmo, é a própria presença.”

texto extraído do livro- O observador- O poder do Eu-  Ricardo Jaalouk

 

Mandala Cósmica- Mary Detter

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por corpoconsciente