Graus de atenção

Gurdjieff – Difference between Awareness and Consciousness

Nós funcionamos com diferentes graus de atenção

Atenção e Vontade

Nossa atenção está sujeita à nossa vontade. Se desejarmos, podemos realizar qualquer tarefa com mais atenção. Podemos prestar atenção ao vestir-nos, sentindo o tecido de nossas roupas, combinando as cores de nossa camisa com nossas calças e sapatos, etc. Podemos jantar intencionalmente, saboreando cada bocado, cada gole, etc.

Mas não precisamos ser profissionais em qualquer campo para verificar que podemos trazer mais ou menos atenção para as ações mais simples, e isso demonstra que:

Nossa atenção está sujeita à nossa vontade

Vestir-se sem atenção não requer esforço; vestir-se intencionalmente requer esforço. Comer sem atenção não requer esforço, sentir o sabor da comida requer esforço. Dirigir a atenção pela vontade requer esforço. Isso explica por que chamou os seus métodos de auto-desenvolvimento de Trabalho.

Estado de alerta e Consciência

Gurdjieff-ThumbnailGurdjieff-Peter Ouspensky ThumbnailDirigir a atenção não é o fim do Trabalho, é um meio pelo qual nos tornamos consciente. Poucos ensinamentos fazem distinção entre consciência e atenção.   O Trabalho não é apenas sobre estar atento, é sobre ser consciente, e consciência é estar ciente de si.

George Gurdjieff chamou esta técnica de lembrança de si. Peter Ouspensky  a chamou de atenção dividida. Mais recentemente, ela tornou-se popularmente conhecida como, estar presente. Seja qual for o nome que usamos, sem a distinção entre estado de alerta e consciência, os nossos esforços para estarmos conscientes só podem produzir resultados parciais.

 

por corpoconsciente
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O Medo

  Falar sobre esse tema significa falar sobre uma questão da humanidade. As formas de medo sempre se transformaram ao longo das culturas. Antigamente tinha-se medo de epidemias, catástrofes, etc.., e a gente tinha medo de transgredir normas, medo de … Continuar a ler

por corpoconsciente

A Religião do Cérebro

O neurocirurgião Raul Marino Jr., 68 anos, conhece o cérebro humano como poucos. Em 35 anos de carreira, estudou-o, analisou as mudanças de comportamento relacionadas à sua química e se preocupou em explicar os caminhos das emoções entre os 100 bilhões de neurônios do órgão. Trabalhou em alguns dos melhores centros de pesquisa, como o Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos. Estudou para entender o que acontece no cérebro durante as orações, transes e outras práticas místicas. Marino, professor de neurocirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, lançou o livro A religião do cérebro (Ed. Gente), no qual resume as descobertas mais recentes sobre a origem e os efeitos da experiência religiosa ou mística. “Fiz um depoimento sobre o que existe e acredito, como, por exemplo, o fato de que somos dotados de áreas cerebrais para que possamos nos comunicar com Deus”, disse Marino – além de médico, cristão –, na entrevista concedida a ISTOÉ.

ISTOÉ – Qual a concepção mais atual sobre o funcionamento do cérebro?
Raul Marino Jr. – Um dos princípios da neurociência do comportamento é que nossas experiências são geradas pela atividade cerebral. Assim, os sentimentos de amor, a consciência e até a presença de uma divindade estão associados a eventos que acontecem no cérebro.

ISTOÉ – E o que é a neuroteologia?
Marino Jr. – Estudamos o processamento das emoções relacionadas à religião, à espiritualidade, no cérebro.

ISTOÉ – Como são feitos os estudos?
Marino Jr. – Foram feitas experiências com monges e freiras em clausura mostrando como e quando áreas cerebrais se alteravam durante a meditação e a oração. Viu-se que, em estado meditativo, eles apresentam alterações reais e detectáveis. Há mudanças na química do sangue e das ondas cerebrais.

ISTOÉ – Qual foi, até agora, o maior achado da neuroteologia?
Marino Jr. – Foi ter encontrado, no cérebro, as áreas ativadas pela oração e pela meditação, quando entramos em contato com o divino.

ISTOÉ – E quais são essas regiões?
Marino Jr. – Uma das mais importantes é o lobo límbico e suas conexões.
Lá estão estruturas que nos ligam ao Criador e ao significado do mundo.

ISTOÉ – Seu livro descreve experiências de estimulação de áreas do cérebro situadas no lobo temporal direito, seguidas de reações que podem ser interpretadas como experiências místicas. Pode explicar isso?
Marino Jr. – Durante os últimos 15 anos, um importante pesquisador, Michael Persinger, aplicou campos magnéticos sobre o hemisfério direito do cérebro de jornalistas, músicos, escritores e estudantes. Todos referiram-se à sensação de uma presença ou ao deslocamento para fora dos seus corpos. Uma das conclusões foi a de que crenças sobre a existência de deuses são propriedades normais do cérebro humano, tendo se desenvolvido em nossa espécie como funções para facilitar nossa adaptabilidade. O autor mostrou a evidência de que certas experiências de cunho religioso podem ser simuladas em laboratório. Isso não quer dizer, porém, que elas sejam fruto do cérebro. A experiência mística é algo que vem de dentro. E só o ser humano pode ter essa experiência divina. Só ele possui as estruturas cerebrais capazes de processá-la.

ISTOÉ – De que maneira os conhecimentos da neuroteologia podem melhorar
o atendimento ao paciente?
Marino Jr. – Pode-se usá-los em favor do doente. É como ajudá-lo a usar uma fonte de benefícios que ele tem em si próprio, mas que muitos desconhecem.

ISTOÉ – Quais são esses benefícios?
Marino Jr. – A vivência da espiritualidade ajuda no bom funcionamento do organismo. As pessoas que têm fé se recuperam melhor de tratamentos de doenças crônicas, por exemplo.

ISTOÉ – No livro, o sr. afirma que a intuição é uma ferramenta que desprezamos cada vez mais. Como usá-la melhor?
Marino Jr. –
Uma das maneiras é aprender a fazer silêncio para ouvir a sua voz.
Ela não é alta e clara, dizendo faça isso ou aquilo. É um sopro, um sentimento, uma certeza. Isso depende de prática, de meditação, oração ou como você quiser chamar esses momentos em que a pessoa se desliga da corrente dos acontecimentos e entra em contato consigo e com Deus.

Cilene Pereira e Monica Tarantino

Revista Isto É / agosto 2005

por corpoconsciente

O “ponto Deus” no cérebro

Uma frente avançada das ciências hoje é constituída pelo estudo do cérebro e de suas múltiplas inteligências. Alcançaram-se resultados relevantes,também para a religião e a espiritualidade. Enfatizam-se três tipos de inteligência. A primeira é a inteligência intelectual, o famoso QI (Quociente de inteligência)ao qual se deu tanta importância em todo o século XX. É a inteligência analítica pela qual elaboramos conceitos e fazemos ciência. Com ela organizamos o mundo e solucionamos problemas objetivos.

A segunda é inteligência emocional popularizada especialmente pelo psicólogo e neurocientista de Harvard, David Goleman, com seu conhecido livro A Inteligência emocional (QE=Quociente emocional). Empiricamente mostrou o que era convicção de toda uma tradição de pensadores, desde Platão, passando por Santo Agostinho e culminando em Freud: a estrutura de base do ser humano não é razão (logos) mas é emoção (pathos). Somos, primariamente, seres de paixão, empatia e compaixão e só em seguida, de razão. Quando combinamos QI com QE conseguimos nos mobilizar a nós e a outros.

A terceira é a inteligência espiritual. A prova empírica de sua existência deriva de pesquisas muito recentes, dos últimos dez anos, feitas por neurólogos, neuropsicólogos, neurolinguistas e técnicos em magnetoencefalografia (que estudam os campos magnéticos e elétricos do cérebro). Segundo esses cientistas existe em nós, cientificamente verificável, um outro tipo de inteligência pela qual não só captamos fatos, idéias e emoções, mas percebemos os contextos maiores de nossa vida, totalidades significativas e nos faz sentir inseridos no Todo. Ela nos torna sensíveis a valores, a questões ligadas a Deus e à transcendência. É chamada de inteligência espiritual (QEs= Quociente espiritual),porque é próprio da espiritualidade captar totalidades e se orientar por visões transcendentais.

Sua base empírica reside na biologia dos neurônios. Verificou-se cientificamente que a experiência unificadora se origina de oscilações neurais a 40 herz, especialmente localizada nos lobos temporais. Desencadeia-se, então, uma experiência de exaltação e de intensa alegria como se estivéssemos diante de uma Presença viva.

Ou inversamente, sempre que se abordam temas religiosos, Deus ou valores que concernem o sentido profundo das coisas, não superficialmente mas num envolvimento sincero, produz-se igual excitação de 40 herz.

Por esta razão, neurobiólogos como Persinger, Ramachandran e a física quântica Danah Zohar batizaram essa região dos lobos temporais de “o ponto Deus”.

Se assim é, podemos dizer em termos do processo evolucionário: o universo evoluiu, em bilhões de anos, até produzir no cérebro, o instrumento que capacita o ser humano perceber a Presença de Deus que sempre estava lá embora não percebível conscientemente. A existência deste “ponto Deus” representa uma vantagem evolutiva de nossa espécie homo. Ela constitui uma referência de sentido para nossa vida. A espiritualidade pertence ao humano e não é monopólio das religiões. Antes, as religiões são uma das expressões desse “ponto Deus”.

Leonardo Boff

por corpoconsciente
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Visões de Mundo

Vamos filosofar sobre a qualidade do nosso olhar sobre a realidade, vamos ver o que a ciência, a tradição e a arte tem a dizer sobre de onde viemos, como pensamos o que pensamos, e como mudar o que pensamos. … Continuar a ler

por corpoconsciente
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Ginástica Cerebral

A ginástica cerebral ( brain gym )  é  um método científico desenvolvido a partir de 1960 pelo Dr. Paul Dennison, PhD em Educação pela Universidade da Califórnia , que uniu a pesquisa científica de laboratório com alguns princípios de filosofias e técnicas orientais, como o tai chi chuan, acupuntura, yoga e outros, criando uma série de exercícios.

Em 40 anos de pesquisa, juntamente com toda uma equipe de especialistas, médicos, neurologistas, psicólogos, e professores, desenvolveu 32 exercícios que estimulam o cérebro. Esse processo integra os estudos da educação cinestésica (a ciência do movimento) com a pesquisa cerebral aplicada. O objetivo da técnica é ativar os 2 lados do cérebro ao mesmo tempo: o direito (criativo) e o esquerdo (lógico), para aumentar a área de utilização, e assim melhorar a memória, aprendizado, concentração,  criatividade, além de eliminar o stress.

Os exercícios da ginástica cerebral têm, como um dos seus méritos, o fato de serem de fácil assimilação e execução por qualquer pessoa de qualquer idade, sem necessidade de um acompanhamento técnico para sua realização, pois são todos exercícios físicos baseados em movimentos naturais.

Qualquer pessoa informada de como realizá-los, como e porque devem ser feitos e quais as vantagens que eles trazem, pode começar a trabalhar seu cérebro imediatamente, de maneira a torná-lo mais positivo e energético, pois não existe nenhuma contra-indicação.

As vantagens são evidentes. Com o cérebro exercitado vivemos mais e melhor, evitando ou diminuindo os efeitos de alguns problemas característicos da velhice, como a perda de memória e a senilidade. Desenvolvemos, também, um entendimento melhor das coisas, despertamos a criatividade e aumentamos a capacidade de aprendizagem de raciocínio e de memória, utilizando todo o nosso potencial cerebral.

Cada um dos 32 exercícos tem uma finalidade: matemática (ativar o lado do cérebro que raciocina com números), linguagem (ativar o lado do cérebro que raciona com palavras), auto-estima (fortalecer o lado direito/emocional e trabalhar medos, inseguranças, depressão), leitura (para quem não entende o que lê), aprendizado de línguas estrangeiras (exercícios de expressão), para não dar branco na hora da prova, bloqueio de aprendizado, leitura dinâmica, concentração, memória, etc.

Temos cerca de 100 bilhões de neurônios no cérebro. Mas a inteligência humana não é medida pelo tamanho do cérebro, ou quantidade de neurônios, e sim pelas sinapses, as conexões existentes entre os neurônios. Quanto mais sinapses, mais inteligente é a pessoa. E as sinapses são formadas a partir de estímulos, daí a importância dos exercícios.

Estudos verificaram que utilizamos apenas 1/5 de nosso estoque. A maioria das pessoas usa em média 3 a 4% da sua capacidade cerebral, isso foi constatado com aparelhos avançados de tomografia. É muito pouco. Estima-se que gênios como Einstein tenham chegado a 10%. O objetivo da técnica, ao fazer os dois hemisférios funcionarem juntos é exatamente aumentar essa capacidade.

Ao envelhecermos perdemos cerca de 10% de nossa capacidade cerebral. Isto significa muito pouco comparado ao que possuímos e não chega a afetar nosso pensamento.

O cérebro, da mesma forma que um músculo do corpo, desenvolve-se pelo uso. Quanto mais você usa, mais ele se manterá em forma.

P.A.C.E. for anxiety attacks (brain gym exercise)

por corpoconsciente

Vida é Ritmo: as leis vitais do nosso corpo

 

catavento2

ritmos cósmicos

“Vida é ritmo! Tudo que tem ritmo, tudo que dá força e não cansa é o que apresenta processos rítmicos.”

Com o desenvolvimento do intelecto, diminuiu e perdeu-se a vivência do ritmo da Natureza, o homem se libertou da dependência dos fenômenos da Natureza. O decorrer da evolução do homem traria consigo esta auto-afirmação, o anseio de liberdade em todos os sentidos: não depender da Natureza, criar um ritmo de vida próprio, não seguir cegamente tradições já vazias. Mas a Natureza continua tendo ritmos cíclicos que também nos influenciam, e a perda de interesse pela Natureza levou ao que hoje chamamos problemas de ecologia, devido à ação irresponsável do homem.

Podemos sentir isto como um chamado da Natureza, de atuar com ela e não contra ela, conscientes de que a Natureza continua nos dominando, de que só podemos atuar livremente quando em consenso com ela. Por amor, por interesse verdadeiro, não por mera tradição, podemos viver, acompanhar esses ritmos.

Antigamente os povos eram guiados a celebrar, a festejar o retorno cíclico de fenômenos como os solstícios, a noite e o dia mais longos do ano, e o equinócio da primavera e do outono. Nesses dias ou semanas festejavam-se, comemoravam-se os seres divinos que eram vivenciados como as forças atuantes que se manifestam nas mudanças e transformações do clima, da vegetação do curso dos astros.

Com devoção e veneração eram seguidas e observadas essas manifestações de sabedoria cósmica que tudo criou e tudo mantém, fazendo com que o homem tenha as condições necessárias para viver na Terra. Sentia-se uma profunda gratidão, sentimento este de intensa religiosidade.

O homem ainda não se sentia tanto um indivíduo, um ser independente, mas muito mais um membro, uma parte integrante do mundo todo, uno com o mundo todo. Da mesma maneira como um dedo da mão, se tivesse sensação e reflexão própria, sentir-se-ia parte unida ao corpo todo e não algo desligado, independente, assim era a sensação de dependência dos homens no passado.

Esta mesma sensação é muito forte em nós quando somos crianças: não nos sentimos apenas ligados ao núcleo familiar, mas sim unos com o ar, o sol, o vento, o mundo todo. É este fato que torna impossível para a criança pequena poder ter uma reflexão própria: ela se sente carregada, guiada, dirigida por forças superiores, sem questioná-las, sente-se parte delas.

Para refletirmos sobre algo, temos que estar desligados, desprendidos do objeto em questão. Fazer isto, a criança aprende só depois dos nove anos de vida, pelo menos de uma forma consciente. Antes, é como se ela repetisse estados de consciência da humanidade no passado.

Poderíamos dizer que o homem, em parte, é Natureza, e, em outra, é espírito independente. Sua parte Natureza é o corpo com todas as funções vitais.

A parte espírito consta da consciência, das representações mentais, dos seus sentimentos, seus impulsos, seus sonhos, ideais, apetites, etc, que se centram na vivência de ser uma personalidade, um individuo que, através dos instrumentos que lhe proporciona o corpo, os órgãos dos sentidos, por exemplo, se relaciona com o mundo ao seu redor. Se olharmos mais de perto, vemos que este espírito, estes indivíduos com seus impulsos e cismas, nem sempre atua em consenso com seu corpo, que lhe permite a existência do mundo físico. Muitas vezes perturba processos, cria desequilíbrios funcionais, causa fadigas exageradas, disritmias, enfim, todo tipo de distúrbios e doenças.

O médico sábio, então, não receita apenas medicamentos, mas estuda com o paciente as causas que muitas vezes têm sua raiz na maneira inconsciente de desrespeitar as leis da natureza que regem nosso corpo. Isto é, criarmos como ser espiritual-anímico, desequilíbrios ecológicos em nosso ser corporal-vital. É o preço que pagamos por nossa liberdade de ação adquirida. Como seres conscientes, teremos então o desejo de atuar ao máximo possível em consenso com as leis vitais de nosso corpo.

Queremos ser livres, mas também inteligentes, sábios! E assim surgem novos modos de vida que se expressam na alimentação, nas vestimentas e até na arquitetura e na procura da volta à Natureza. O anseio de independência, característica de nossa civilização moderna, causa muitos problemas às crianças que estão em pleno crescimento e desenvolvimento de seu corpo e, ao mesmo tempo, procurando a própria personalidade e o relacionamento com o meio ambiente.

Fala-se tanto de educação hoje em dia, os consultórios dos pediatras e psiquiatras estão cheios, fala-se de problemas de ambientação, de integração, e aumentam os casos de autismo e suicídio infantil, fugas de adolescentes, etc.

Vida é ritmo! Tudo que tem ritmo, tudo que dá força e não cansa é o que apresenta processos rítmicos. 

É só pensar como nosso sistema rítmico-circulatório é o sistema central que mantém nosso organismo com boa saúde, coordena e harmoniza os sistemas neuro-sensorial e metabólico-motor. 

O ritmo da respiração e do fluxo de sangue pelo coração não para, é sinal de vida. E existem outros ritmos em nossa vida, que na infância devem ser respeitados, como o ritmo entre vigília e sono. Se ele corre com regularidade, como também aquele das refeições, da higiene, etc., então a criança pode crescer harmoniosamente e terá saúde.

Para ajudar na procura da personalidade do futuro ser adulto, há ritmos que a família e o meio ambiente podem respeitar e marcar conscientemente, fazendo com que a convivência social seja harmoniosa, sadia e até terapêutica para grandes e pequenos.

Penso em comemorações de dias especiais na semana, de festas familiares, festas cíclicas do ano etc. Mesmo cada dia pode ter momentos de pausa, de calma interior, intercalados com os afazeres diários da rotina. O ritmo sadio não é como o compasso da música ou a regularidade morta de uma máquina.
 
Ritmo tem: 
  • vida, 
  • aceleração, 
  • intensificação, 
  • variação, 
  • transformação. 
Porém, para não se perder, precisa apoiar-se num compasso, numa batida básica. Por exemplo, todos os dias levanta e deita o sol, (compasso do dia e noite), mas quantos ritmos diferentes não existem no número de horas de luz e de escuridão! E destas variações surge outro ritmo, o das estações, que também não ocorrem em ciclos rígidos.
(Texto extraído da apostila Cotovia, que é uma publicação dirigida aos educadores da Educação Infantil da Secretaria de Educação e Cultura da Prefeitura da Estância de Atibaia e interessados na proposta aqui apresentada. Março/2006)

 

 

por corpoconsciente
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Os estados emotivos relacionados no sistema nervoso;

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Sabe-se que os estados emotivos são estreitamente relacionados no sistema nervoso, sobretudo o vegetativo; existe até mesmo um ramo da medicina que estuda a relação entre as emoções e o sistema nervoso: a psicofisiologia. A essa altura, é útil procedermos a um rápido exame de alguns dos pontos de vista da medicina psicossomática sobre os distúrbios derivados dos estados emotivos desordenados e agitados. De acordo com F.Alexander, os estados emotivos têm grande influência sobre as funções vegetativas e podem provocar distúrbios, os quais se dividem em duas categorias principais:

1. Distúrbios que derivam de inibição da função do simpático.

2. Distúrbios que derivam de uma ativação desnecessária do parassimpático. Continuar a ler