BIO-ENERGÉTICA

 

 

“Que existe alguma coisa muito viva, emocionante, vibrante e doadora de vida na atmosfera ao nosso redor, é uma dessas verdades auto-evidentes, e não importa que lhe chame Deus, Espírito Universal, Grande Pai, Reino dos Céus ou Energia Orgone”
(Wilhelm Reich)

 

 

 

MEMÓRIA CORPORAL

“O corpo é nossa memória mais arcaica. Cada acontecimento vivido deixa no corpo sua marca profunda”, (Jean-Yves Leloup, O corpo e seus símbolos).

A maioria de nós não tem consciência das mensagens que o corpo pode nos transmitir para nossa
jornada de evolução. Não somos ensinados a ouvi-lo e a ter um contato metafísico, ao
contrário, perdemos esse contato natural. Nossa cultura estimula a valorização somente
dos aspectos mentais, o corpo é apenas uma máquina e a medicina e a ciência o fragmenta.

As tensões crônicas, as depressões, câncer, infecções, pânicos, e tantas outras
formas de “doenças” físicas e psíquicas, são como sirenes do nosso inconsciente
dizendo que estamos fora dos trilhos, acumulando lixos. É o momento, para muitos, de
cura e de resgate com as partes feridas. Passamos por diversas fases de desenvolvimento
da consciência, e em algum lugar podemos registrar memórias traumáticas e dolorosas.
Esse arquivo fica impresso em nosso inconsciente visível, o corpo. São esses registros
que limitam o uso da nossa energia vital para o melhor de nós. Se em alguma fase de
nossa experiência algo não for elaborado, todo o crescimento acaba sendo afetado.

Consciência do Self – há pessoas que depois de depressões, descobrem que a
afirmação do Eu autônomo não é ainda o objetivo de suas vidas. Eles descobrem a
consciência do Self, a consciência da Verdade, da Vida, que anima a sua pequena
vida e a sua pequena verdade. O medo de perder a razão ou de nos tornarmos
diferentes do outro, podem acionar essa consciência. Mas esta é a condição para
que o Self permaneça no interior de nós, e não aflore.

Todas as memórias registradas em nosso desenvolvimento estão presentes em nós,
influenciando positiva ou negativamente nossas ações e escolhas. Podemos passar
adormecidos em nossos papéis, culpando Deus e os outros pelos nossos problemas.
Transferir a responsabilidade para o destino, criar uma realidade que convém ao
ambiente familiar e social, e terminar nossa jornada sem despertar para a Verdade da
Vida, para nossa missão de crescimento. Há muita resistência, porque as agulhadas por
vezes são dolorosas, criam distorções e capas de proteção. O que não podemos perder
de vista, é que são essas capas que nos levam para os hospitais, para relações dolorosas,
para depressão e frustração. Se nesse momento compreendermos o que a vida está
dizendo, vamos descobrir que ela quer somente o melhor de nós. Quer que busquemos
nossa força interna, nossa natureza verdadeira que é Luz. O caminho evolutivo é o
despertar para uma consciência maior, além daquelas que integram nossa personalidade.
Nosso Eu Superior busca constantemente o crescimento em direção as qualidades do
espírito, e se buscamos em nossa história os motivos do nosso sofrimento, com certeza
encontraremos o nosso caminho do meio, aquele que nos transforma e liberta para o
amor e a compreensão de quem não somos para descobrirmos quem somos.

AS COURAÇAS MUSCULARES

A teoria das couraças musculares foi desenvolvida pelo psicanalista e psiquiatra
Wilhelm Reich, considerado o pai das psicoterapias corporais. Assim como Freud, ele
acreditava que a causa básica das neuroses era a repressão da energia sexual na fase
matricial. Essas repressões sofridas pelos indivíduos inibiam qualquer manifestação de
prazer e expansão, e com o tempo se tornavam crônicas. Na psicanálise clássica, o olhar
era apenas para a causa e os sintomas, mas o modo pelo qual as crianças lutariam contra
os impulsos, ou seja, o processo fisiológico da repressão foi o foco central da terapia de
Reich. As couraças musculares se formam juntamente com os mecanismos de defesa
psicológicos. Os impulsos reprimidos ou a carga de energia não liberada provoca uma
excitação no sistema nervoso simpático, resultando na formação de couraças musculares e estrangulamento do fluxo de energia.

Para Reich, a soma total das tensões musculares, constitui a expressão corporal e
esta expressão corporal é a representação somática da nossa expressão emocional.

A partir desse trabalho, Reich mapeou sete anéis de couraça muscular: ocular,
oral, cervical, peitoral, diafragmático, abdominal e pélvico, onde cada uma contém a
história de repressão sofrida no seu desenvolvimento psicoafetivo desde a gestação.

“O indivíduo que não respira corretamente reduz a vida de seu corpo. Se não se
movimenta livremente, limita a vida de seu corpo. Se não se sente inteiramente, estreita
a vida de seu corpo e se sua auto-expressão é reduzida, o indivíduo terá a vida de seu
corpo restringida”(Alexander Lowen, Bioenergética)

 

https://corpoconsciente.wordpress.com/corpo-consciente/bio-energetica/couracas-musculares-7-segmentos-corporais/

 

LELOUP, Jean-Yves. O corpo e seus símbolos: uma antropologia essencial. São Paulo:
Vozes, 1998.
LOWEN, Alexandrer. Bioenergética. São Paulo: Summus, 1975.

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